O presidente do Partido dos Trabalhadores no Acre, Daniel Zen, se pronunciou no último fim de semana, negando qualquer intenção de romper com a Federação Brasil da Esperança (Fé-Brasil), que reúne PT, PCdoB e PV. Em meio a especulações sobre a possibilidade de saída da sigla da federação, Zen afirmou que “ao menos aqui no PT/AC, a maioria absoluta compartilha do entendimento de que a briga tem de ser para ampliar a Fé-Brasil” e não para dissolvê-la.
A fala de Zen rebate críticas que surgiram nos bastidores políticos, segundo as quais o PT estaria servindo de “escada” para os mandatos do PCdoB. O deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB) também se manifestou sobre o assunto e afirmou que há setores interessados em enfraquecer a aliança histórica entre os partidos. “Alguns desavisados, até desconectados do pensamento da direção nacional do próprio PT, falam em desfazer a federação. Mas a luta hoje não é essa, e sim ampliá-la”, disse.
Magalhães destacou que a relação entre PT e PCdoB sempre foi baseada em apoio mútuo. “O PCdoB serviu de escada para as conquistas do PT. Nós nunca fomos problema na relação político-institucional”, afirmou. Ele defendeu a necessidade de fortalecer o campo democrático popular com vistas às eleições de 2026. “Precisamos de uma reconstrução do campo democrático popular pra não ficar disputando um mandatozinho de deputado. Temos que fazer bancada e, pra isso, tem que ter construção política, um polo democrático pra participar das eleições”.
A federação partidária, instituída para fortalecer as siglas de esquerda e garantir maior representatividade no Congresso e nas assembleias legislativas, é tratada como prioridade pelas lideranças locais. Zen ressaltou que qualquer decisão sobre a continuidade ou mudanças na federação cabe à instância nacional do partido. “Essa é uma decisão que não passa pelas instâncias locais. O que for decidido nacionalmente deverá ser seguido localmente, já que a Federação é verticalizada”.
As discussões sobre o futuro da Federação Brasil da Esperança ocorrem em um momento em que partidos de esquerda avaliam estratégias para as eleições de 2026. Magalhães indicou que há diálogos para a entrada de novas siglas na federação, como PSB e PDT, reforçando a necessidade de ampliar a base de apoio. “O que precisamos é resgatar nossa trajetória e reconstruir o campo democrático popular”.