O deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB) usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), no dia 19, para criticar a tentativa de anistia aos envolvidos na denúncia apresentada pelo procurador-geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros 33 investigados. O parlamentar destacou a gravidade do caso e alertou sobre os riscos que o Brasil enfrentou diante da suposta trama golpista.
“Foi muito grave o que tramaram”, afirmou Magalhães. Ele destacou que as provas apresentadas pelo PGR indicam a existência de um plano que envolvia o sequestro e assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes. “A peça do procurador-geral da República traz um cem número de provas cabais que identificam a participação direta do ex-presidente da República comandando uma organização criminosa”, acrescentou.
O deputado criticou a movimentação de setores políticos que tentam antecipar uma anistia antes que os acusados sejam julgados. “É a primeira vez que se vê discutir anistia antes das pessoas serem condenadas. É a inversão das prioridades políticas do Congresso Nacional”, disse. Para ele, a estratégia revela que os envolvidos têm consciência das provas apresentadas e tentam evitar condenações.
Magalhães fez um alerta sobre a necessidade de preservar a memória dos ataques à democracia, lembrando que, durante o golpe de 1964, a Assembleia Legislativa do Acre se curvou à ditadura. “Essa Assembleia já se curvou à ditadura uma vez, por unanimidade, sem uma resistência sequer. E nós precisamos guardar bem essas memórias”, afirmou.
Para que os fatos não sejam esquecidos, o deputado solicitou que a íntegra da denúncia do PGR seja registrada nos anais da Aleac. “Para que daqui a 20, 30 anos, um estudante de história possa pesquisar e saber que esse assunto não passou ileso no debate da Assembleia”, concluiu.