A rotulagem como arma de desqualificação: o caso de Thalles Sales e o equívoco da manchete

O recente texto publicado pelo ac24horas sobre a lista tríplice para juiz eleitoral do Acre traz à tona um problema recorrente no jornalismo político: a tentativa de desqualificar profissionais por meio de rótulos ideológicos. A manchete destaca que o advogado Thalles Vinícius de Souza Sales é “ligado ao PT e PCdoB”, como se isso fosse um veneno e o mais relevante sobre sua trajetória, ignorando suas competências e conquistas profissionais.

Mas vamos pensar um pouco: o que realmente define um bom advogado e operador da justiça? Seria sua capacidade técnica, sua dedicação à Justiça, ou simplesmente os clientes para quem ele já trabalhou? Thalles Sales tem uma longa trajetória na advocacia, passando por diversas áreas e defendendo diferentes causas, algo que faz parte da profissão. Afinal, advogar significa representar interesses dentro da legalidade, não adotar as convicções de quem contrata seus serviços.

A verdade é que Thalles não chegou até aqui por acaso. Formado em Direito pela Universidade Federal do Acre (UFAC), pós-graduado em Direito Processual Civil e Direito Público, ele dedicou sua carreira a fortalecer a advocacia e a defender prerrogativas dos advogados. Atuou como Secretário-Geral da OAB/AC (2022-2024), presidiu a Comissão de Fiscalização de Entes Públicos e Combate à Corrupção e integrou a Comissão Nacional de Defesa de Prerrogativas e Valorização da Advocacia. Seu compromisso sempre foi com a classe jurídica e com um sistema de Justiça mais acessível e justo para todos.

O que a matéria deveria destacar não é sua suposta “ligação” política, mas sim sua qualificação e competência para integrar a Justiça Eleitoral. A escolha de juízes eleitorais segue critérios rigorosos de notável saber jurídico e idoneidade moral, e Thalles Sales atende a esses requisitos com folga. Reduzi-lo a um rótulo partidário é uma tentativa rasa de minar sua credibilidade, sem qualquer fundamento real.

E isso levanta uma questão maior: por que insistimos tanto em rotular pessoas? O jornalismo tem o dever de informar, contextualizar e, acima de tudo, ser justo. Quando uma reportagem escolhe um ângulo que sugere parcialidade, perde-se a oportunidade de contribuir para um debate sério e respeitoso.

Thalles Sales não precisa de rótulos, precisa de reconhecimento pelo trabalho que realiza há anos com dedicação e seriedade, tendo assim a maioria dos votos na concorrência a uma vaga de juiz do Tribunal Regional Eleitoral do Acre para o biênio 2025-2027. E a sociedade, por sua vez, precisa de um jornalismo comprometido com a verdade, e não com narrativas distorcidas que tentam transformar competência em mera questão ideológica.

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